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O
Brasil tem uma longa história de exclusão social que
se reflete no sistema educacional público. De acordo com
estatísticas, apenas 3% da população tem acesso
à universidade. Sem a possibilidade de pagar reforço
escolar ou bons cursos de vestibular, os jovens de comunidades carentes
têm pouca chance de ingressar em uma universidade pública.
Observando os últimos indicadores, nota-se a grande defasagem
escolar dos jovens e o pequeno percentual que ingressa no ensino
superior. Ainda é possível verificar que neste nível
de ensino, os estudantes com baixa renda familiar ocupam o menor
percentual de vagas nas universidades.
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Coerente
com seus princípios de responsabilidade social e com suas
competências, a FIA decidiu intervir neste cenário
criando o Programa FIA de Acesso à Universidade com o foco
na inclusão de jovens em condições sócio-econômicas
desfavoráveis na universidade pública.
Esta metodologia visa a preparar o aluno carente para competir,
em igualdade de condições, nos concursos de vestibular.
Como alternativa a um eventual sistema de cotas para acesso à
universidade, a FIA acredita que o jovem necessita ser preparado
para a vida acadêmica, possibilitando que ele tenha um bom
desempenho e conclua o curso no qual ingressou.
O cursinho tem atividades programadas em período integral,
proporcionando aos alunos, além das matérias do conteúdo
didático, a participação em atividades complementares,
como apoio psicopedagógico, visitas orientadas, plantão
com aulas de reforço, entre outras.
Neste programa institucional, a Fundação atua principalmente
no gerenciamento do cursinho. Com o objetivo de multiplicar esta
iniciativa, estimulando ações de responsabilidade
social, a FIA tem como diretriz o desenvolvimento de parcerias com
as organizações em geral.
Histórico
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Em
julho de 2002, teve início a turma piloto do cursinho
pré-vestibular, que contou com 34 alunos. Entre os
resultados dos vestibulares de 2003, foi obtido o índice
de 31% de aprovações em instituições
como a USP, Unicamp, Unesp e particulares.
Em 2003, foi formada a primeira turma a partir de uma parceria
com a Prefeitura de Itapevi (SP), composta por 44 alunos do
município beneficiados pelo programa. Os resultados
foram ainda mais surpreendentes: 59% de aprovações
nos vestibulares de 2004 em instituições como
USP, Unicamp, Unesp, Fatec e faculdades particulares.
Um dos indicadores da qualidade do cursinho são os
excelentes resultados obtidos pelas alunas Bruna Aparecida
da Silva Oliveira e Fernanda Bárbara Lessa Cordeiro.
Bruna ingressou nas três universidades públicas
paulistas e na Fatec, tendo conquistado a 10ª classificação
no curso de Geociências e Educação Ambiental
na USP. Já a Fernanda também foi aprovada na
USP, Unesp e na Fatec.
Em
continuidade ao programa, em 2004 a turma do cursinho FIA
conta com 55 jovens, alguns oriundos da parceria com a Prefeitura
de Itapevi (SP), além de outros da Escola de Aplicação
da USP, da ONG Reciclar (Butantã) e filhos de colaboradores
internos da Fundação. Em Itapevi, já
foi possível detectar uma mudança de cultura
entre os jovens que, ainda no ensino médio tem em vista
o preparo para a seleção do cursinho pré-vestibular
da FIA.
Em
uma outra parceria, firmada em outubro de 2003, constitui-se
uma turma com 30 jovens integrantes dos projetos da ONG Cidade
Escola Aprendiz e do banco J.P.Morgan. Além da metodologia
do Curso Pré-vestibular da FIA, atividades culturais
e de arte-educação do projeto Aprendiz complementarão
a formação dos jovens participantes no decorrer
de 2004.
Já
em 2004, iniciamos o curso pré-vestibular-turma de
maio noturno com 55 jovens, devido a parceira firmada com
a Prefeitura de São Paulo/Secretaria Municipal do Desenvolvimento,
Trabalho e Solidariedade e a UNESCO.
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